Segurança na Fazenda

Campo ganha proteção com os mesmos equipamentos usados na zona urbana

Alarmes, sensores, câmeras. Equipamentos comuns na segurança de propriedades em centros urbanos, começam a alcançar um nicho diferenciado: o meio rural. Isso se tornou possível graças à evolução da tecnologia da informação, sobretudo a comunicação via GPR, sistema de comunicação de dados usado por algumas operadoras de celular. Se antes as propriedades rurais viviam com pouca ou nenhuma comunicação com as cidades, hoje já há uma considerável parcela de fazendeiros que monitoram suas propriedades em tempo real. Em todo o Brasil, a demanda por equipamentos de segurança cresce cerca de 12% ao ano, de acordo com a Associação Brasileira de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). “Os produtos usados no campo e na cidade são os mesmos, o que muda é o tipo de projeto”, diz Oswaldo Oggiam diretor de comunicação da associação.

A grande diferença na concepção dos projetos rurais é na questão da área a ser segurada. Nas cidades, é comum a instalação de cerca eletrônica ao redor da casa toda, o que é inviável em uma fazenda. Neste caso, o que acontece é a identificação de áreas de risco, geralmente regiões de acesso ou locais usados para armazenar agroquímicos ou guardar maquinários agrícolas. Um exemplo prático: em um silo, pode ser instalado um sensor de movimentação. “Assim, é possível evitar que um caminhão descarregue clandestinamente grãos à noite”, diz Oggiam. Quem recorreu ao aparato de segurança foi Henrique Cestari, agricultor de Jaboticabal. Dono de duas fazendas de cana-de-açúcar, ele foi buscar a solução depois que sua propriedade foi assaltada duas vezes.

Hoje em dia, há um conjunto de equipamentos que podem ser utilizados, mas a aplicação no projeto vai depender do que o fazendeiro pretende proteger. A boa notícia é que este serviço não é tão caro. Por exemplo, a instalação do aparato de segurança em um estábulo onde ficam matrizes de alto valor teria um custo mínimo de R$ 3 mil, podendo chegar a R$ 100 mil. Isso em um projeto sem câmeras de televisão. E a manutenção deste sistema, que seria ligado à casa-sede e a uma central de monitoramento 24 horas, sairia em torno de R$ 100 mensais no caso do projeto mais em conta. (Revista Dinheiro Rural/SP, Junho de 2007).

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